Uma noite de fados a atravessar a memória


Dor que o tempo leva a pouco e pouco
amor maior, imagem que cresce
lembrei-te nesta noite que não troco
memória que num fado acontece

Saíste de mim num dia bravio
procurei teu rosto em todos os cantos
rasguei o peito, enchi-me de frio
o inverno deixou uma chuva de prantos

Busquei a ternura com que falavas
senti a tua mão na minha face
encontrei-te na voz que não esqueço

Nos fados que ouvi tu lá estavas
hoje e por muito tempo que passe
sempre, meu pai, meu amigo, meu berço.

©Fernando Neto (1976)


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