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Visto-me com as cores do arco-íris, e desenho-te um beijo no poema.

Sou louco.

Parado, alheio a tudo, indiferente, o meu olhar se perde no infinito e o meu mundo interior é diferente, eu guardo a estranha calma dum aflito.

Não posso traduzir o que a alma sente, palavras desconexas eu repito; falo sozinho, calmo, e de repente em ânsia de revolta solto um grito! O meu cérebro fervilha em confusão, as imagens se cruzam sem cessar não consigo firmar minha atenção delírios de grandeza... depressão...uma vontade louca de gritar- Senhor, senhor, devolva-me a razão!

efeneto

Entre o Real e o Imaginário



Às vezes choramos
encostados a uma saudade
ou entristecemos
eivados de melancolia.

Outras vezes voltamos
numa dor distante
sem razão de ser.

É assim o tempo
dividido entre o real e o imaginário,
sentimo-nos cercados
e lamenta-se o tempo perdido.

É tempo de romper com tudo,
é tempo de libertar
as imagens e as palavras.

É tempo de unir o peito
a outro peito
e fingir que tudo é perfeito.

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© efeneto
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A Noite


Chamam-lhe Noite...
Poderiam lhe chamar Ennenrdur...
Chamam-lhe noite, porque evoca esse sublime beijo
que rouba à luz...
envolta em mantas de silêncio...
em rasgos de ténues carris de estrelas,
por onde a nau de estrelas esvoaça...
Sim, chamam-lhe noite...
Noite branca da solidão,
redes de brilhos finos, dão à costa deste oceano de pedra, da vida...
Eis que regressa a...noite.

Fernando Neto

Assim sou eu


O silêncio, o calor, os odores
os sons ao cair da tarde
o cheiro a terra molhada
a simplicidade de um sorriso
o olhar perdido no horizonte
uma árvore, um barco à deriva

A sensação de liberdade
pertença a uma essência maior
um estado quase selvagem
primitivo, sem fronteiras
a procura incessante de quase tudo
a falta de quase nada
a vida contida nos limites da pele

uma força maior
uma dor na alma

Assim sou eu


Há um mistério nos olhos...

As conversas na tua voz
são como promessas subtis
sem procura nem achamento.


Varrem-nas o vento leve
que de forte não precisam.


Há um mistério nos olhos
indecifrável e temerário,
ora tristes ora brilhantes
como se brincassem na água.


De ingénuos nem a sombra
que às vezes os sublinham.


São como plantas carnívoras
impiedosas e letais:
o olhar desta cigana
negro como punhais
nem na verdade me engana.

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© efeneto
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