Ø G®¡†ö ðö Þöë†ä

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Visto-me com as cores do arco-íris, e desenho-te um beijo no poema.


Não sei se sonhei a dormir ou acordado. Tudo se passava num lugar estranho, talvez numa vida que a memória não regista. Fazia muito frio e era noite e no cubículo de madeira as vidraças estavam partidas. Havia uma pequena lareira com um pote de barro a fumegar e o frio cortava como vidro. Falávamos outra língua e estávamos rotos e de joelhos nus. Abraçávamo-nos fortemente com medo e frio. Lá fora, muito ao longe, ouviam-se bombardas dispersas, ou seriam trovões? Estavas lívida e tinhas os cabelos negros desalinhados para esconder o pavor do olhar. Afagava-te o rosto e dizia-te palavras que não entendia e cada vez te aconchegavas mais a mim. Não sei se eras minha irmã ou minha amada. O frio e o medo não davam para distinguir. O nosso futuro era aquele presente de pesadelo.

Uma luz suave e um tanto inesperada entrou pelo lugar dos vidros partidos. Levantamo-nos lentamente e a medo percorremos os três passos que nos separavam da porta semi destruída. Era uma estrela que brilhava na negrura da noite e nós acompanhámo-la.

Quando nada se tem e nada se sabe, qualquer sinal nos dá alento para caminhar.

2 comentários:

Fábio Paulos disse...

belo texto

Anónimo disse...

Explicação altamente neste blog, opiniôes como aqui vemos destacam aos que ler neste sítio .....
Entrega mair quantidade deste sítio, a todos os teus utilizadores.

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