Ø G®¡†ö ðö Þöë†ä

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Visto-me com as cores do arco-íris, e desenho-te um beijo no poema.

A concha...



Não piso a concha
abandonada pela onda que o mar trouxe.


Recolho-a e ouço a voz dos tempos
as dores e os amores agarrados às palavras.


Fala-me das ilhas e dos navios
das janelas dos naufrágios
e das flores marinhas que os acompanharam.


Ali na espuma tudo é transparente,
a flor,
a palavra,
a verdade,
e tudo no instante de afagar a concha.


Barco de proa à madrugada
navego tranquilo
sem vírgulas entre as palavras
porque não há instantes interrompidos.


Na limpidez de uns olhos profundos
está o mar que sulco
com uma ave no mastro.

efeneto*


14 comentários:

Secreta disse...

Tudo é legitimo e verdadeiro. Tudo é puro!
Beijito.

Helena disse...

Mais um post lindissimo... Pois tudo é verdadeiro...


Baeijinho :)

Toda Poesia disse...

Isso não é um blog. É um espaço mágico!!!!!!!!! Lindo,lindo,perfeito.Maravilhoso.
Cheguei aqui ao retribuir a visita de outro blogueiro português, e, no espaço dele, encontrei teu link. E adorei. Já estás no meu. Maravilha! Abraços.

Belisa disse...

Olá

Adorei esta concha!
Parece uma concha mágica ao som desta linda melodia e com o som do mar as tuas palavras soam e são também mágicas e fazem-me sonhar!
Lindo!
Deixo muitos beijos estrelados

GarçaReal disse...

Sentada à beira mar, apanho a concha que o mar acarreta até mim...
Pego nela...É um búzio...Em lentidão encosto-a ao ouvido,ouço em fundo o barulho das ondas a beijarem a rochas!
De olhos fechados sobre esse murmurio ouço teu poema e sinto então que
"Não há instantes interrompidos"

Pois são os gritos de um poeta

Bjgrande sempre daqui de perto

Sonho & Sedução disse...

Adorei suas palavras... e obrigada pela visita e pelo carinho... tenho passado dias de tristeza nessa última semana, mas hei de melhorar...
Beijo com carinho

espelhodesombras disse...

Olá Efeneto, o que escutas nas conchas são histórias de vidas, regalo dos tempos, ali escritos e doudos para serem relatados. Ventos marinhos, mares bravios, aventuras mil.
Muito bonito.
Grande abraço.
João Costa Filho

Oliver Pickwick disse...

Poetas capazes de ouvirem a voz dos tempos nas conchas abandonadas pelas ondas que o mar trouxe, dispensam comentários.
Abraços!

rosa dourada/ondina azul disse...

Bela concha que vieste até ao grito,
para num grito nos ensinares a tua história...:)

Gostei muito !


Beijinho,

PoesiaMGD disse...

Belas e excepcionais palavras... É sempre um prazer ler-te!
Um beijo

Simplesmente...eu* disse...

... a cada visita aqui é como um sonho... palavras que nos fazem pensar... retiro-me sem mais nada acrescentar... mas não antes sem deixar...

Simplesmente...o meu beijo carinhoso

Sunshine disse...

Fecho os olhos e escuto o som do mar ... sento-me na areia e seguro nas mãos a concha, lentamente encosto-a ao ouvido e entre o som do mar e o rumor de outros mares escuto o Grito do Poeta ... que em doces palavras fala do mar, das ilhas, dos navios .... e deixo-me levar pelas palavras sulcando o mar trasnparente, e num vai/vem tranquilo as ondas embalam as dores e os amores ....

e " ... porque não há instantes interrompidos ..." fico ouvindo o som da concha que me traz o teu poema ...

Beijo o Poeta .... um beijo com cheiro de mar ...

estrelanomar disse...

Olá:)

Passei só para dizer " Oi! tudo bem?"

Beijos de mar

Maria Clarinda disse...

Engraçado meu Duende...há dias andando pela praia um búzio veio ter comigo trazido pela onda...guaa
rdei-o no meu clik...
Simplesmente maravilhoso este teu poema.
Jinhos

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