Ø G®¡†ö ðö Þöë†ä

Ø G®¡†ö ðö Þöë†ä
Visto-me com as cores do arco-íris, e desenho-te um beijo no poema.

Tarde de 18 de Dezembro de 1978...

Eu passei pelas pessoas naquela tarde.
Eu andei com as pessoas.
Mas era como se andássemos juntos á muito
e conhecêssemos os passos uns dos outros.

Como a água doce e a hidra
os fungos, os líquenes, as algas
e os gestos de erectos caules
mordidos por insectos.
Como a desintegração do átomo,
as bolhas de azeite, os brincos,
os pavios de anais, as velas, o fumo dos navios,
as crenças incólumes,
a resina incendiaria,
as manhãs despidas de alquimias falsas.

A vontade de partir não mais permaneceu,
antes o lado são das faces, todo cresceu.

Aí,
começava a mudança,
talvez dentro das próprias pessoas,
como se atitudes devastadoras
existissem e evidenciassem outros mundos
em forma de eixo, cravo ou amora,
brinquedo devolvido unicamente ao real
esperança partilhada
no espaço compreendido entre dois segundos.

F. Neto/78


18 comentários:

MEU DOCE AMOR disse...

Cai neve no teu blog...

Bem lindo.

Cá olho e não vejo nada.Mas onde?Direito ou esquerdo?

Beijinho doce

GarçaReal disse...

Mas por vezes conhecemos os passos uns dos outros e no entanto estamos abstraídos dessa realidade.
O espirito vagueia ...

Noite alta...A madrugada à espreita...O frio a aconchegar a alma...

Boa noite :)

bjgrande daqui e ali do Lago

Olhos de mel disse...

Oie lindinho! Muitas vezes andamos e nem percebemos o outro que passa. Muitas vezes passam e nem nos vêm. Mas nessa dói e nos damos conta do quanto nos fechamos em nosso mundo...
Amei seus versos! Aliás não é surpresa aqui. Sempre poemas maravilhosos!
Beijos

MEU DOCE AMOR disse...

Hummm...

Bom dia...

GarçaReal disse...

Nesta quadra tuas visitas nos brindam
Espalhas ementas de Natal
Doces e charmes que não findam
Oferecidas em em terno postal...

bjgrande

GarçaReal disse...

Sem chuva a bater nas vidraças,mas com o fresco da noite de Luar

Deixo um bjgrande de Bom fim de semana

MEU DOCE AMOR disse...

Tenho medo do quê?
Heim?

Ehehe!Já viste a tapeçaria vermelha?

O guerreiro assustava-se logo!

Não tenho medo de nada.

Um beijo doce e não me esqueci.

rosa dourada/ondina azul disse...

Ah as mudanças !!!
Para o melhor e p o pior...


Bom fim-de-semana
Beijinho,

rosa dourada/ondina azul disse...

Gostei muito da Mensagem de Natal e da própria árvore !!!


Beijinho,

fotógrafa disse...

Olá, já se pressente o Natal por aqui, bem bom...
Um abraço e desejos de bom fim de semana

Sunshine disse...

Caminhando pelos teus passos andei pelas ruas olhando nos olhos das pessoas ... em muitas vi apenas o vazio de uma existência sem vida ... mas em algumas vi a alegria da vida e do amor .... ouvindo a música natalícia que envolve as tuas palavras e a neve que anuncia o frio ... venho deixar-te um beijo e desejar-te um bom fim de semana .... cheio de paz e alegria e calor humano que irradia da tua poesia ...

Belisa disse...

Viva

Como já disse, LINDO!

Bjs estrelados

MEU DOCE AMOR disse...

Efeneto:

Também te desejo um bom fim de semana.Haver se me sinto melhor para colaborar com que solicitaste.É que não tenho andado muito bem(um pouco cansada e certas preocupações-nada que não se resolva).

Tá?

Beijinho doce e volta amanhã.

MEU DOCE AMOR disse...

a ver

Palavras ao vento disse...

Um poema que li com emoção.

Dele saíam pérolas feitas palavras de memórias mansas de um poeta.

Meu querido poeta... cada vez estou mais sua fã...

Lindo o que brota do seu âmago!

Bom fim de semana.

Beijosss

Oliver Pickwick disse...

Tarde de 18 de Dezembro de 1978.
Estou supondo que é uma composição de 1978, tendo em vista a assinatura F.Neto/78.
Me surpreende de novo, caro Efeneto, não é por acaso que escreve seus versos com pleno domínio. Seu aprendizado foi precoce. Seus sentidos, em 78, já encontravam-se acurados, capazes de impulsionarem a sua capacidade criadora. Do sexto ao décimo quinto verso desta poesia, você escreveu o equivalente a um romance inteiro, pelo menos em conteúdo. É o poder da síntese resultando em uma composição poética brilhante, numa diversidade de palavras que vão se encaixando nos versos, inteiramente dominadas pela inspiração.
Sou um leitor habitual dos seus textos, contudo, diante do nosso intercâmbio recente de comentários, espero que esta circunstância - como a última fala daquele filme antigo, seja o início de uma grande amizade.
É um prazer estar aqui.
Um abraço, e tenha o melhor fim de semana!

Maria Clarinda disse...

"Aí,
começava a mudança,
talvez dentro das próprias pessoas,
como se atitudes devastadoras
existissem e evidenciassem outros mundos
em forma de eixo, cravo ou amora,
brinquedo devolvido unicamente ao real
esperança partilhada
no espaço compreendido entre dois segundos."

Palavras para quê?????

Um beijo !!!

Paula Raposo disse...

Tão lindo o teu poema! Voltei atrás, a Dezembro de 1978. Beijos.

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