Ø G®¡†ö ðö Þöë†ä

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Visto-me com as cores do arco-íris, e desenho-te um beijo no poema.

Adormeci...

Encostei-a contra a parede. Braços erguidos, ligeiramente afastados do corpo.
O seu rosto observa os meus gestos. O seu olhar não me interroga, apenas espera, aguarda os meus movimentos.
Afasto-me.
A luz difusa tapa o seu corpo nu.
Abro as persianas de madeira, queimadas pelo sol, e a luz da cidade invade o quarto, iluminando o corpo perdido num quarto escondido.
Observo-a.
Os raios de luz deixam listas no seu corpo, que se mexe procurando o conforto que a sua entrega exigida não permite ter.
O meu corpo reage. As mãos transpiram-me, o suor escorre já pelas minhas costas, a boca seca faz-me perceber o meu desejo.
O seus cabelos castanhos, pelo ombros, rebeldes do tempo que fazia lá fora, estão presos de um lado do seu pescoço, deixando-o ser apreciado.
Está descontraída, aguarda-me.
Dispo-me.

Descalço, as calças escorrem pelas minhas pernas quentes, afasto-as para um canto. A camisola branca segue-lhe o rasto.
Nu.
Despido de tudo e de todos. Nu de mim. Estou só. Livre para mim. Para ela. Ansioso de provar o que anseio há muito tempo.
Não lhe toco. Ainda.

Os meus olhos fazem um reconhecimento para o corpo que vou tocar e viver. Quero a imagem do seu corpo gravada não apenas no meu corpo, mas na minha mente, para sempre, dentro de mim.
Inalo devagar o seu odor, a sua marca de mulher. Longamente para nunca esquecer.

Maçã, os seus cabelos cheiram a maçã. Invadido, aproximo-me dos seus cabelos, que estáticos se colam ao meu rosto. Penetram em mim. Na minha pele, invadem a minha boca, fazem-me pestanejar. São fortes. Resistentes. Deliciosos.

Expiro sobre o seu ombro nu. Os meus olhos seguem o meu respirar. A sua pele é lisa, morena, salpicada de pequenos sinais. Parecem pingos soltos sobre uma tela exposta num estúdio qualquer, de um qualquer sonhador à procura da sua musa.
Sinto-a, enquanto o seu corpo estremece, relaxa os braços, que caem distendidos, reencontrando o seu corpo.
Quase a sinto proteger-se.

A minha boca cola-se naquele ombro salgado, seguindo a curva que leva ao interior do pescoço, para logo retornar, delineando o contorno do início do seu braço. A minha língua toca-lhe leve, intensamente molhada, deixo-a repousar, enquanto os meus lábios apertam e retêm a saliva que me sacia.
As minhas mãos seguram as suas.

Encosto-me, deixando-me repousar livre e pesado sobre ela.
Arqueja, sentindo meu peso. Sente o calor que emano. O meu corpo excitado quase doendo, quase rebentando.
Ajeita-se contra mim, percebe que é o meu apoio.
Preciso dela.

Viro-a para mim num movimento inesperado.
Os seus olhos castanhos brilham, reflectem o meu olhar atento e expectante.
A sua boca vermelha está entreaberta, a ponta da sua língua assoma ao seu lábio superior, tentando-me.
As suas faces coradas estão quentes e salpicadas de pequenas sardas que o sol deixou no seu rosto trigueiro.
O cabelo emoldura um rosto belo.
Uma beleza que saberei recordar.
Os seus seios pequeninos espetados, com mamilos erectos e escuros, uma auréola picada de pequenas borbulhinhas, sinal evidente da sua excitação. Concentrando ali todo o seu poder de mulher.
Continuo a percorrer aquele corpo, descobrindo a sua cintura, onde no meio reside o sinal que prova o seu nascimento. Tem um umbigo pequenino, quase fechado, com uma escuridão que me faz adivinhar a sua profundidade. Um sinal negro repousa ao lado. Toco-lhe levemente.

A minha mão treme, os meus dedos quase se retraem.
Tem um relevo que me faz ajoelhar para o conhecer. Para o provar.
A minha boca encostasse devagarinho, temendo o recuo do seu corpo, que não acontece. A minha língua lambe o sinal marcando-o. Logo descaindo para o seu umbigo. É fundo. É salgado. A sua pele arrepia-se. A penugem que aparece naquela barriga salta espantada pelo toque longo e desconhecido.
O meu corpo lateja, sinto-me pronto a explodir, a minha cabeça já não pensa, o meu corpo exige mais.
As minhas mãos apertam-se em redor das suas ancas, forçando o seu corpo de novo contra a parede.
Desapoiado, deixo-me sentar sobre os meus pés.
Encontro o seu centro feminino, quase despojado de pêlos. Apenas um pequeno triângulo. Ergo o meu olhar para a ver sorrir. Um olhar estonteado que ela recebe calma e segura.
Ergo a minha mão aberta que desce pela sua cintura, roça devagar a textura dos seus pêlos que nada escondem. Entreabre ligeiramente as pernas, deixando aparecer o desenho exterior de um sexo quente e excitado.
O seu cheiro atinge-me. È tão forte e desconhecido que me inclino e absorvo aquele ar quente almiscarado que se solta do seu interior.

Os seus braços repousam então sobre os meus cabelos. Os seus dedos sentem a textura do cabelo duro e quase rente que me cobre a cabeça. Inclina-se sobre mim, os seus cabelos caem soltos, nos meus ombros, nas minhas costas, num movimento tão natural e sedutor como a sua própria génese. Deixasse ajoelhar, roçando o corpo quente no meu. Atrevida, honesta, desejosa de mim. A minha cabeça baixa olha para o chão que nos ampara. A sua mão segura o meu queixo erguendo-me o rosto. Os nossos olhares fundem-se numa vontade sem palavras, apenas a certeza de dois corpos que se querem unir.
Seguro-a pelo tronco, fazendo-a rodar, o seu corpo deitado espera por mim. Debruço-me sobre ela e beijo-a. Um beijo despojado, as bocas que se encaixam, os lábios que se experimentam. As línguas dançam, tocam-se, atravessam, lambem, chupam e mamam. Saboreamos o nosso desejo. Provo a sua saliva. Dou-lhe a minha provar. Sorve-a qual vaso seco de uma flor que quer desabrochar. Os dentes tocam-se estabelecendo limites num beijo livre. Logo desaparecem tocados por bocas quentes, com sabor a vida, a dia, sabor de quem as possui e as dá.

O meu sexo encostando no seu ventre, deixa o seu rasto de vida. Vida que pinga lentamente, num líquido quente, transparente e calmo. A sua mão procura-me. Toca-me. O seu dedo roça a glande sensível. Num gesto, deliberadamente quieto, eleva a sua mão molhada de mim. Observa-a, fazendo-a movimentar-se, deixando que contrastes de luz lhe dêem um protagonismo maior.

Ergue o corpo, posicionando-se num convite mudo. Ofegante faço-a pousar de novo no chão, e o meu olhar fá-la entender que os movimentos são meus, respondendo afirmativamente ao seu desejo.

Recuo, o seu corpo exposto, anseia o meu toque, anseio tocá-lo. O meu sexo palpita, em movimentos descontrolados, apontado o caminho que deseja ver iniciado. Toco-me. A minha vida, o meu sangue, os meus sonhos quase brotam descontrolados. Acaricio-o num gesto reconhecido, procuro o prazer experimentado da minha solidão. Sinto o seu olhar sobre mim, sobre o que faço. Fixo o seu olhar enquanto me masturbo para mim. Ela descobrindo quem sou. Um som gutural abre caminho pela minha garganta. O momento aproxima-se. Todo carne, sangue, suor, num palpitar constante e estremecido. Vou rebentar. A minha cabeça voa, o coração aperta-se, nem respiro, apenas aguardo o meu descontrole, o corpo coberto de suor. A dor chega, resisto-lhe, perco-me nela e deixo-a livre.

Tento libertar-me, quero explodir sozinho. As suas mãos que rodeiam o meu sexo, seguras, não me libertam, antes proporcionam um prazer infindável.
O seu corpo repousa, então, sentado, apoiado num braço. A outra mão acaricia o pénis murcho, dolorido, sensível demais ao seu toque. Sorri, em silêncio, numa prazer que desconheço. O segredo de ser mulher e do prazer que proporciona guarda-o dentro de si.

Deita-se no chão, agora molhado, frio, e com as mãos pede-me que repouse no seu peito. Assim faço obediente. Acaricia-me o rosto, onde uma gota de suor percorre a minhas têmporas, para cair no peito que me aconchega. Fecha-me os olhos, e balançando-se devagarinho faz-me retornar a um colo há muito esquecido.

acordei...

10 comentários:

Reflexos da Alma disse...

Magia , Erotismo , Sensualidade ....

Numa narrativa que chega a ser estonteante !!!

Parabéns meu Amigo !!!

Um Grande Abraço e bom fim de semana !!!

my_feelings disse...

...... que dizer.....
São pessoas como tu que nos fazem abrir a janela do manha, respirar, sorrir e pensar que a vida e bela e que vale a pena viver.
Simplesmente divino o teu sonho.
Desejo-te um bom fim de semana com muito amor e saude.
Beijinhos e até breve.

=**Estrelademim**= disse...

amigo tem uma coisa para ti no estrelademim passa por lá,beijinho doçe

Eärwen Tulcakelumë disse...

Meu Amigo,

Um sonho dificil de ser comentado.Só posso dizer que está magnífico!

Deixo-te pérolas incandescentes de inspiração.

Eärwen

Sisi disse...

passei pra te deixar um doce beijinho com sabor a xocolate e te desejar um bom-fim-de-semana
mu@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@:)))))))

PS:posso te adicionar a minha lista de amigos(blog)???

manuela disse...

Conseguiste surpreender-me...mas não esperava um sonho...pintor das palavras, a melodia que brota sensual do «eu» erótico...uma prosa de palavras e gestos sensuais que chegam a atingir o erotismo mas nunca a vulgaridade...a exaltação dos sentidos, o «eu» desnudo de tudo, puro na sua entrega...subtil, perfeito!

efeneto disse...

*todos*
...sinto que a prosa é um sentimento que voçês sabem sentir...obrigado pelo sentimento transmitido por vôs...

O Sentir dos sentidos disse...

Simplesmente maravilhoso!!!!!!
Simplesmente Fantástico!!!!!!!

Palavras me faltam agora, pois ainda estou sobre o efeito de tão belas palavras...tudo que eu tentar dizer será em vão...não traduziria por certo meu verdadeiro espanto!
O erótico beija a suavidade dos gestos,doação de corpo e alma...;
Mas eu tenho que dizer alguma coisa...preciso dizer que não consigo parar de ler, reler, ler, reler...

Que Coisa Mais Linda!!!!!!!!!

Beijo,

Marrie disse...

Palavras q nos fazem sentir a suavidade e sensualidade misturando-se a cada momento partilhado deste sonho!

Sonho & Sedução disse...

Diante de tão belas palavras, me calo ao som de um coração palpitante...

Beijo com carinho

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